quarta-feira, 27 de maio de 2020

It's fucking spring for the Christ sake

When I look for a safe place 
I always come back to my poems 
Between pain and boredom
Unquiet I rest
Whit my chest 
Wide open 
Lifting my tired eyes 
To the stars above 

I would like to cry out aloud 
A song to wake up our generation 
Like a howl to the moon 
Like the thunderous sound of breaking waves 
Like the dance of leaves to the wind 
Like the petals silently postponing its fall
Outrageous, furious, unrelenting 
And also silent, calming, harmonious 
Like the sound of silence 
Or the realisation of a dream

But I can't 

So I gave my back to it all 
And I've chosen the lonely path 
Barefooted between the roots, the grass, and the threes 
Letting the silence inside 
Be flooded with the light from outside
Listening only to the wisdon 
Of the wind and the birds 
Beautiful things that fades in a blink of an eye
 

Like all beauty 
Relies on the fast passage of time 
What is beauty them 
If not the delicate state of a moment 

And what are us 
If not the very air 
That one day will be gone for good 
If not the warmth that will give it up to the cold 

And what are we doing in the between? 
Building houses of cards? 
Chasing ghosts? 
Are your eyes even open? 
We just have today 
The spring is upon us 
Flowers are blooming 
I try to wonder 
Where the butterflies were hiding 
But I forget their absence for now they're here
And here we are 
Cornered by all those fears 
All those echoes 
Saying no in our heads 

Can't you hear the wind telling us to go?
Can't you hear the birds singing for today? 
You're locked in a screen 
And we're losing all the fun 
Spring is upon us
Hurry up 
You only live once
And the only way of living 
Is living today

Turn everything off 
And reconnect 


quarta-feira, 8 de abril de 2020

Ela quer isso 
Ela só não quer isso de você

domingo, 5 de abril de 2020

standing tall like a flower

Eu tô aqui pra celebrar aonde eu estou 
E quem eu sou 

Como uma flor se destacando no alto 
Me nutrindo de tudo que me deixou feliz 
E o que me deixou triste também
O riso é meu 
E a sabedoria é minha também 
Eu sou uma flor se destacando no alto 
E uma nova primavera está chegando na minha vida 
Essas memórias me nutrem
Eu tenho vocês todas 
Oh minhas memórias
Bebo dessa seiva 
Eu tenho você 
Eu conheço você agora 
E sou muito grato por isso tudo 
Eu estou desabrochando outra vez 
Nesse jardim das delícias que é a vida 
Aonde tudo é possível e permitido 
Eu cavei fundo com as minhas raízes 
Sobrevivi a tantos invernos 
E vivi tantos verões
Agora estou pronto 
Pra iluminar outra vez 
O meu polem é fértil 
E eu estou aberto 
Olhando adiante com um sorriso brilhante
Como o brilho dos sóis
Que passaram todos pelos meus olhos 
Se eu fui ruim ou bom 
Eu fui 
Autêntico
Fiel e infiel 
Bom ou mau 
E essa bagagem tem muitas coisas boas e divertidas 
E muita sabedoria
E eu quero mais 
Sempre mais 
Essa inquietude que me move 
E me faz buscar um lugar ao sol 
E eu me sinto pronto 
Pra construir novas memórias alucinantes 
E viver a vida plena 
Nesse eterno verão que se aproxima no horizonte

domingo, 1 de março de 2020

Eu não quero coisas leves

A moda agora é o relacionamento fast food. Você pega, come, goza e vaza. Não se apega, investe pouco e sai satisfeito. Só queremos o momento bom, sem a parte negativa que um relacionamento impõe. Quando estamos bem, a gente sai, da uns beijos, transa e volta a rotina depois. Quando estamos mal, não precisamos confiar em ninguém além de nós mesmos. Sabemos que estamos sozinhos e que é melhor focarmos só nos nossos problemas, que já são o bastante. 

É bom, mas não é isso que eu quero. Eu quero dividir o peso, o sofrimento, quero ter alguém do meu lado nos piores dias e quero alguém do meu lado nós piores dias também. Quero acertar e errar e saber que a pessoa tá ali, me dando suporte. E quero suportar a pessoa quando ela errar também, incondicionalmente. Eu não quero variar o cardápio, quero que o sexo e a intimidade cresçam, quero conhecer cada detalhe do corpo da pessoa e que ela conheça o meu também. O que há de feio e bonito. Incondicionalmente. 

Eu quero investir tudo, entregar minha vida. Se der errado, eu quero me desgraçar. Essa vai ser uma aposta pesada, porque eu sei que o prêmio, o amor de verdade, vale a pena. Eu não quero um beijo, eu quero um suspiro tão intenso que me arrebata do chão, me leva ao céu. Eu não quero um orgasmo, eu quero gozar e ficar abraçadinho depois, amando a pessoa que se despiu de corpo e alma pra mim. Eu não quero fazer meus planos, eu quero fazer nossos planos e saber que estaremos ali. 

Eu não quero algo leve, eu quero algo concreto. 

Eu não quero ser simples, eu quero tratar as coisas complicadas em seus pormenores. Quero ter paciência pra ponderar sobre tudo num trago longo do cigarro. Eu não quero simplificar nem complicar as coisas, quero tratá-las como elas são. 

Eu não quero viver as expectativas dos outros, eu quero viver as minhas expectativas, mesmo que isso me faça ser pesado, complicado. Eu gosto do pesado e do complicado, porque esses são atributos do universo, não meus. Quem consegue ver a vida como ela é, ou pelo menos tenta, é melhor do que quem vive de olhos fechados. Sentir e pensar, melhor que os outros animais, é o que nos faz humanos. Logo, quem pensa e sente mais, é mais humano. 

Eu não quero anestesia pra aliviar a dor, eu quero sentir a dor. Num mundo como esse, só faz sentido tentar ser feliz sendo triste. Porque existem muitas coisas que são dignas da nossa tristeza e nos trabalhamos com o que temos. Sem ignorar nada. 

E quando a leveza vier, da exata medida das coisas, não precisaremos tentar ser leves, nos apenas seremos. Já que "pensar é estar doente dos olhos" eu quero abrir os olhos e quero deixar o Oceano da realidade entrar de uma vez e inundar a minha vida. 

Eu quero ser eu mesmo aonde eu estiver e eu quero amar as pessoas como as amo, falar o que eu sinto e ser compreendido. Porque sempre seremos inexoravelmente livres e não existe outra forma de ser, isso é intrínseco de nós. E quando o interesse genuíno se manifesta, ele tem que ser espontâneo e natural. A gente tem que se deixar ir e se formos juntos, isso tem que ser algo que não tentamos, mas apenas somos. 

palavras mágicas

Eu vou pegar uma ideia de agulha 
E vou atravessar no seu argumento, sem interrompê-lo
Vou passar a linha de raciocínio 
E dar um nó
E assim vou montar um bordado 
Que te mostra a gente no futuro 
Dançando nua diante da vida 
E você vai ver 
O que eu vejo 
E eu vou ver 
O que você vê 
E a assim uma imagem vai brotar 
Desse novelo de ideias 
E como num passe de mágica 
As palavras encantadas vão vencer o desencanto 
E a gente vai cantar juntos 
A leveza que é 
Deixar-se ir 
Deixar-se ficar 
E estar com as almas desnudas 
E entregues 
Na perfeita comunicação 
Eu não quero tirar vantagem de você 
Nem quero que tires de mim 
Eu não quero dar nem receber 
Mais do que merecemos 
Mas eu quero 
Sua cabeça conectada na minha 
Porque sozinho 
É tão difícil caminhar 
E é difícil não falar 
E não se conectar 
O mundo fica cinza assim solto 
"A felicidade só é verdadeira quando compartilhada" 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

True light-heartedness

true light-heartedness begins with an appreciation of one's utter cosmic unimportance and nullity: nothing we have ever done, said or thought matters in any way. It's only the monstrous illusions of our ego which give us an impression that we count, and then torture us that we count and torture us that we don't count enough. Furthermore, no one will ever particularly understand us or love us properly - and that isn't a personal curse, but an iron-clad fact of nature wich we would do well to stop kicking against and to be constantly disappointed by. Everything we deeply want either will not happen or will be unsatisfying when it does. We must stop crying as if any of it really mattered or there ever was another way. We must pity ourselves and then change tack. The tragic view is too ok obvious. Being miserable is too predictable. Now let's surprise ourselves with a little irresponsible laughter, the kind it can take a lifetime of sorrow to perfect. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Aqueles pobres meninos

O frei criou um vídeo, de um menino em bandagens, ele tinha feridas como queimaduras, na face, que era a única parte exposta. Dizia ter doze anos, mas parecia ter muito menos, em sua cadeira de rodas. O que impressionava era sua esperteza, alegria e fé. E o frei, de dentes branquíssimos, dizia "tá vendo pessoal, valorize sua vida". 

Eu sei que ninguém quer saber, mas eu gostaria de anotar algumas palavras sobre isso. 

Em primeiro lugar, as religiões todas são ficções que criamos pra sustentar uma realidade. Algo que não anguentariamos se não fossemos maduros o suficiente. Em segundo lugar, o quanto podemos aprender com essa entrevista. O que ela diz sobre a vaidade do frei de dentes branquíssimos que se coloca como bom, sábio, carinhoso. O que ela diz sobre o menino, que no brilho emocionante dos seus olhos não revela senão esquizofrenia. Podemos imaginar alguns pensamentos dos expectadores fiéis: meu Deus que horror, mas Deus é bom, sabe o que faz, a alma dele tá salva, mas Deus me livre merecer isso, o menino não fez nada pra merecer isso, mas Deus é sábio. 

Não me entenda mal, a ignorância pra esse menino é uma benção. Seria difícil falar pra ele: você deu azar, nasceu com uma doença rara, vai degenerar, sofrer e morrer. Não há razão pra isso e esse será o seu fim inexorável. Uma criança de 12 anos e sua família. O nosso instinto é viver e principalmente, garantir a sobrevivência da prole. Estamos programados pra garantir a sobrevivência da espécie. Nessa diretriz biológica, a religião ajuda muito, dizendo: sempre há esperança. 

Mas isso não é bem verdade. Nem sempre há um propósito por traz das coisas. O problema é que a realidade tão evidente, é bastante cruel e talvez até insuportável. A maturidade é aceitar que não somos especiais, que não temos um espírito imortal, que não existe uma inteligência por traz da natureza, que a vida e a Terra em si, representam pouco pro universo. 

Com isso, temos que aprender a viver, buscando um sentido solidário, fraterno, de buscar a saúde e satisfação coletiva. E para tanto, talvez não estejamos prontos pra admitir as verdades simples e escancaradas que ameaçam destruir os mais imaturos.